
Este é o terceiro artigo da série “Mude de Patamar”. Veja o resumo completo dos 6 módulos aqui.
Existe um tipo de “promoção” que não muda nada, exceto o nome no crachá. Mesmo escopo, mesmo teto de decisão, mesmas pessoas pra quem você responde — só que agora com um título que soa maior. E existe o oposto: uma vaga com nome parecido ao seu cargo atual que, na prática, representa outro patamar de responsabilidade.
A confusão entre título e patamar é um dos motivos mais comuns de frustração de carreira: a pessoa aceita a “promoção” ou troca de emprego achando que subiu, e alguns meses depois percebe que só mudou de lugar.
O mesmo filtro do Módulo 0, aplicado à vaga
Os mesmos três eixos do primeiro artigo desta série servem como filtro — só que agora aplicados a uma vaga, não a você:
- O escopo dessa vaga é maior que o seu atual, ou só tem um nome mais bonito pro mesmo tipo de entrega?
- Pra quem essa posição reporta, e essa camada é mais alta do que a que você reporta hoje?
- Que tipo de decisão essa posição toma sozinha que hoje não é sua — e isso representa risco/orçamento real?
Se uma vaga passa nesses três filtros, é patamar real. Se passa em só um ou nenhum, provavelmente é lateral disfarçado de vertical — o que não significa que seja uma vaga ruim, apenas que não resolve o problema de estagnação que te fez procurar mudança em primeiro lugar.
Esse é o Módulo 2 do framework “Mude de Patamar”. O resumo completo dos 6 módulos, com as ferramentas de cada etapa, está aqui.



Leave a Reply